{"id":483,"date":"2024-03-18T01:19:12","date_gmt":"2024-03-18T04:19:12","guid":{"rendered":"https:\/\/rlemfoco.com.br\/index.php\/2024\/03\/18\/industria-do-sono-iniciativas-tentam-reduzir-danos-em-uma-populacao-que-dorme-menos\/"},"modified":"2024-03-18T01:19:12","modified_gmt":"2024-03-18T04:19:12","slug":"industria-do-sono-iniciativas-tentam-reduzir-danos-em-uma-populacao-que-dorme-menos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/rlemfoco.com.br\/index.php\/2024\/03\/18\/industria-do-sono-iniciativas-tentam-reduzir-danos-em-uma-populacao-que-dorme-menos\/","title":{"rendered":"Ind\u00fastria do sono: iniciativas tentam reduzir danos em uma popula\u00e7\u00e3o que dorme menos"},"content":{"rendered":"<\/p>\n<p>&#8220;><\/p>\n<p dir=\"ltr\">A popula\u00e7\u00e3o mundial est\u00e1 dormindo menos e essa n\u00e3o \u00e9 nenhuma novidade. Embora as pessoas passem, em m\u00e9dia, 25 anos dormindo, o que representa cerca de um ter\u00e7o da vida, ainda \u00e9 curioso como a rotina do sono n\u00e3o recebe a devida import\u00e2ncia por boa parte da popula\u00e7\u00e3o. Mas h\u00e1 diversas iniciativas em andamento que movimentam uma verdadeira ind\u00fastria do sono. Afinal, os n\u00fameros revelam que o problema est\u00e1 aumentando: o estudo &#8220;<a href=\"https:\/\/news.samsung.com\/global\/have-we-been-sleeping-well-samsung-answers-the-age-old-question-with-the-global-sleep-health-study\">Global Sleep Health Insights<\/a>&#8220;, divulgado pela Samsung no Congresso Mundial do Sono, no Rio de Janeiro, em 2023, apontou que a efici\u00eancia do sono \u2014 propor\u00e7\u00e3o entre o tempo passado na cama e o tempo real de sono \u2014 est\u00e1 em queda. Entre o primeiro ano da pesquisa e o segundo, a dura\u00e7\u00e3o total do sono diminuiu quatro minutos (variando de 7h03 para 6h59), enquanto o tempo passado acordado aumentou 1,5 minuto (indo de 48,8 min para 50,3 min).<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Os dados in\u00e9ditos sobre o sono no mundo foram obtidos pela pesquisa realizada entre junho de 2021 e maio de 2023, com an\u00e1lise dos h\u00e1bitos de sono de 64 milh\u00f5es de usu\u00e1rios do Samsung Galaxy Watch, rel\u00f3gio inteligente da marca, espalhados entre 195 pa\u00edses, incluindo o Brasil. Os resultados foram fornecidos anonimamente por usu\u00e1rios que concordaram em participar da pesquisa.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Para a m\u00e9dica psiquiatra, Vict\u00f3ria Regina Bejar, psicanalista da Sociedade Brasileira de Psican\u00e1lise de S\u00e3o Paulo (SBPSP), um dos principais elementos que mais dificulta o sono \u00e9 o excesso de informa\u00e7\u00f5es. &#8220;Lidamos no dia a dia, no trabalho, na vida pessoal e com nossas necessidades pessoais m\u00ednimas como demandas excessivas que n\u00e3o permitem que nosso c\u00e9rebro descanse&#8221;, pontua.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Mesmo que dormir bem seja o objetivo e a utopia de milh\u00f5es de pessoas que sofrem com algum problema para pegar no sono, na pr\u00e1tica, essa realidade pode sim melhorar com a redu\u00e7\u00e3o ou elimina\u00e7\u00e3o de maus h\u00e1bitos. Este ano, o Dia Mundial do Sono ser\u00e1 em 15 de mar\u00e7o, data que busca conscientizar a popula\u00e7\u00e3o sobre a import\u00e2ncia de dormir com qualidade.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Conforme Bruno Della Ripa, neurologista do Hospital Nipo-Brasileiro, grande parte dos problemas de sono adv\u00e9m de um comportamento inadequado e da falta da higiene do sono: &#8220;Basta perceber como temos ido dormir cada vez mais tarde, trocando nossas valiosas horas de sono pelo h\u00e1bito de responder a e\u2013mails e checar mensagens de WhatsApp e afins, imersos nas redes sociais, assistindo seriados e filmes&#8221;. <\/p>\n<p dir=\"ltr\">Segundo o neurologista, para mudar esses h\u00e1bitos, diferente dos aparelhos eletr\u00f4nicos, \u00e9 importante entender que o c\u00e9rebro n\u00e3o tem um interruptor de &#8220;liga&#8221; e &#8220;desliga&#8221; e que o ato de dormir bem faz parte de uma esp\u00e9cie de &#8220;ritual do sono&#8221;. O profissional comenta que ao anoitecer o c\u00e9rebro entende a diminui\u00e7\u00e3o da luz. Assim, ele passa a reduzir o metabolismo das c\u00e9lulas, mudando a press\u00e3o, frequ\u00eancia card\u00edaca, temperatura corporal, &#8220;produzindo neurotransmissores que relaxam e diminuem a atividade cerebral para, ent\u00e3o, iniciar o processo de sonol\u00eancia e sono&#8221;, diz.<\/p>\n<h2 dir=\"ltr\">Ind\u00fastria do sono impulsionada pelos f\u00e1rmacos <\/h2>\n<p dir=\"ltr\">De acordo com estudo da Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Brasil, cerca de 72 milh\u00f5es de pessoas sofrem com dist\u00farbios do sono, mas a grande maioria n\u00e3o busca ajuda profissional. Luciana Palombini, m\u00e9dica do <a href=\"https:\/\/institutodosono.com\/\">Instituto do Sono<\/a>, salienta que, para queixas de sono, deve-se procurar um especialista e n\u00e3o se automedicar: &#8220;Quando um paciente n\u00e3o consegue dormir, existe sempre uma quest\u00e3o relacionada ao sono que n\u00e3o foi vista. Ins\u00f4nia e apneia s\u00e3o as mais frequentes, mas precisam ser investigadas. Pode ser uma quest\u00e3o comportamental do sono, estilo de vida, ansiedade ou depress\u00e3o n\u00e3o bem manejada&#8221;, reitera. <\/p>\n<p dir=\"ltr\">Muitos desses &#8220;rem\u00e9dios naturais para dormir&#8221; est\u00e3o facilmente dispon\u00edveis em farm\u00e1cias, mas a m\u00e9dica faz um alerta: &#8220;A melatonina, se tomada em hor\u00e1rios errados, vai bagun\u00e7ar mais o sono. N\u00e3o se deve tomar a melatonina sem orienta\u00e7\u00e3o e muitas vezes ela n\u00e3o resolve o problema. J\u00e1 o triptofano, por exemplo, n\u00e3o tem pesquisas suficientes sobre a efic\u00e1cia para tratar o sono&#8221;, pontua.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Contudo, Della Ripa destaca que, mesmo que grande parte das doen\u00e7as relacionadas ao sono, especialmente a ins\u00f4nia, possam ser tratadas com a ado\u00e7\u00e3o dos j\u00e1 referidos h\u00e1bitos de higiene do sono, refor\u00e7ado por recursos terap\u00eauticos n\u00e3o farmacol\u00f3gicos como a Terapia Cognitivo Comportamental direcionada ao sono, uma parcela consider\u00e1vel da popula\u00e7\u00e3o pode ter dificuldade em aderir rapidamente a tais medidas ou ter respostas r\u00e1pidas. Por isso, em alguns casos a ado\u00e7\u00e3o de f\u00e1rmacos pode ser de grande valia: &#8220;Desde que por um per\u00edodo curto, programado e devidamente orientado por profissional capacitado&#8221;, fala. <\/p>\n<p dir=\"ltr\">De acordo com Palombini, as medica\u00e7\u00f5es cientificamente comprovadas que ajudam a induzir o sono, por exemplo, para a ins\u00f4nia, tamb\u00e9m podem levar depend\u00eancia e toler\u00e2ncia, e com o tempo perder o efeito. \u00c9 o caso dos rem\u00e9dios benzodiazep\u00ednicos. &#8220;Estes n\u00e3o podem ser usados continuamente para evitar a depend\u00eancia. S\u00f3 podem ser indicados por especialista de maneira espec\u00edfica&#8221;, adverte a m\u00e9dica do Instituto do Sono.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Esse cuidado com a automedica\u00e7\u00e3o \u00e9 um ponto defendido pelo neurologista Bruno, principalmente com os medicamentos sem prescri\u00e7\u00e3o m\u00e9dica: &#8220;N\u00e3o existem subst\u00e2ncias e p\u00edlulas milagrosas para o sono. Mas algumas podem ajudar, em situa\u00e7\u00f5es espec\u00edficas e prescritas por profissionais capacitados, por per\u00edodos programados, aliados \u00e0s medidas n\u00e3o farmacol\u00f3gicas&#8221;, alerta.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Uma das novidades \u00e9 o Daridorexant, conhecido como o comprimido contra ins\u00f4nia que n\u00e3o vicia. Na pr\u00e1tica, o medicamento desativa os circuitos cerebrais que mant\u00eam as pessoas acordadas, antagonizando os receptores de orexina, fazendo com que a vig\u00edlia seja abandonada para entrar na fase de sono. Ao contr\u00e1rio dos hipn\u00f3ticos mais comuns (Benzodiazep\u00ednicos), o Daridorexante tem menor perfil viciante, n\u00e3o causa sonol\u00eancia e preserva as fun\u00e7\u00f5es psicomotoras no dia seguinte, como coordena\u00e7\u00e3o, mem\u00f3ria e aten\u00e7\u00e3o. Nos Estados Unidos, esses medicamentos j\u00e1 foram aprovados e, em breve, devem chegar ao Brasil. <\/p>\n<p dir=\"ltr\">Sobre o acesso aos medicamentos, Della Ripa destaca que &#8220;o investimento em pesquisa para a compreens\u00e3o adequada de aspectos biol\u00f3gicos, farmacol\u00f3gicos e moleculares do sono \u00e9 indispens\u00e1vel para a cria\u00e7\u00e3o de novos medicamentos, que sejam mais seguros, eficazes e dispon\u00edveis&#8221;.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Ele destaca que um problema ainda enfrentado no Brasil \u00e9 a grande dificuldade em ter acesso a medica\u00e7\u00f5es ainda n\u00e3o aprovadas e registradas pela Anvisa ou que sejam produzidas por ind\u00fastrias farmac\u00eauticas locais, necessitando serem importantes e inviabilizando a aquisi\u00e7\u00e3o pelo alto custo: &#8220;\u00c9 o exemplo de subst\u00e2ncias j\u00e1 bem estudadas e reconhecidas como seguras e eficazes, como o Suvorexant e Lemborexant, entre outros. Tal dificuldade acaba expondo pacientes e profissionais \u00e0 necessidade de utilizar medicamentos menos eficazes e seguros&#8221;, comenta.<\/p>\n<h2 dir=\"ltr\">Autoridades mundiais est\u00e3o preocupadas <\/h2>\n<p dir=\"ltr\">Estudo recente publicado em outubro na revista cient\u00edfica The Lancet, &#8220;<a href=\"https:\/\/www.thelancet.com\/journals\/lanpub\/article\/PIIS2468-2667(23)00182-2\/fulltext\">The need to promot sleep health in public healt agendas across the global<\/a>&#8220;, exp\u00f5e os problemas cr\u00f4nicos acarretados por doen\u00e7as relacionadas ao sono e qual o seu peso, em diferentes esferas, como na sa\u00fade p\u00fablica. Al\u00e9m disso, demonstra as disparidades em pol\u00edticas e registros de doen\u00e7as do sono, propondo que sejam tomadas a\u00e7\u00f5es globais que possam reduzir os danos causados por essas doen\u00e7as. <\/p>\n<p dir=\"ltr\">Diferente da alimenta\u00e7\u00e3o e da atividade f\u00edsica, geralmente monitoradas com mais frequ\u00eancia, o sono n\u00e3o costuma ser observado da mesma forma. Segundo a pesquisa, &#8220;da revis\u00e3o da literatura de 194 estados membros da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS), apenas 43 (22%) recolheram e publicaram dados sobre a dura\u00e7\u00e3o do sono a n\u00edvel populacional&#8221;. <\/p>\n<p dir=\"ltr\">Os autores afirmam que as consequ\u00eancias da defici\u00eancia de sono s\u00e3o uma amea\u00e7a \u00e0 sa\u00fade e por isso sugerem uma pauta de a\u00e7\u00f5es globais que possam reduzir os danos causados pela falta de sono, porque h\u00e1 tamb\u00e9m um impacto na economia: &#8220;As perturba\u00e7\u00f5es do sono amea\u00e7am n\u00e3o s\u00f3 a sa\u00fade global, mas tamb\u00e9m o or\u00e7amento nacional de sa\u00fade de todos os pa\u00edses do mundo&#8221;, sinaliza a publica\u00e7\u00e3o. Eles citam, como exemplo, &#8220;os cuidados de sa\u00fade, acidentes de trabalho e de ve\u00edculos motorizados, perdas de produtividade, perda de receitas fiscais e pagamentos de assist\u00eancia social&#8221;.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Mesmo negligenciados por muitas pessoas, os problemas relacionados \u00e0 falta de sono podem acarretar problemas em curto, m\u00e9dio e longo prazo. A curto prazo, rapidamente identifica-se uma menor disponibilidade para realizar atividades cotidianas, bem como maior dificuldade de concentra\u00e7\u00e3o e baixa produtividade. Em m\u00e9dio e longo prazo, sabe-se que as doen\u00e7as do sono aumentam o risco de doen\u00e7as cr\u00f4nicas como hipertens\u00e3o arterial, dislipidemia, diabete e arritmias, al\u00e9m de favorecer a ocorr\u00eancia de doen\u00e7as psiqui\u00e1tricas (como transtorno depressivo, transtorno de ansiedade e transtorno bipolar) e aumentar o risco de doen\u00e7as cardiovasculares e cerebrovasculares, dem\u00eancias e c\u00e2nceres. Na pr\u00e1tica, a d\u00edvida do sono \u00e9 uma conta que pode ser muito cara. <\/p>\n<p dir=\"ltr\">No artigo, os pesquisadores sugerem que, &#8220;apesar dos grandes avan\u00e7os, a import\u00e2ncia da sa\u00fade do sono ainda \u00e9 sub-reconhecida pela maioria das agendas nacionais de sa\u00fade p\u00fablica e institui\u00e7\u00f5es educativas (incluindo institui\u00e7\u00f5es de investiga\u00e7\u00e3o) em todo o mundo. Este ponto de vista apresenta um urgente apelo \u00e0 a\u00e7\u00e3o contempor\u00e2nea, baseado em evid\u00eancias, para incorporar a sa\u00fade do sono nas pol\u00edticas globais&#8221;.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Quem tem dificuldade com o sono, no Brasil, tamb\u00e9m pode procurar o Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS). A escolha da especialidade m\u00e9dica para uma consulta vai depender dos sintomas. No aplicativo Meu SUS Digital \u00e9 poss\u00edvel ver diferentes especialidades m\u00e9dicas. O SUS tamb\u00e9m oferece a polissonografia, exame capaz de identificar dist\u00farbios do sono como ins\u00f4nia, apneia do sono e s\u00edndrome das pernas inquietas. Por\u00e9m, em maio, conforme dados das secretarias de sa\u00fade dos estados e do Distrito Federal e da Lei de Acesso \u00e0 Informa\u00e7\u00e3o, mais de 12 mil brasileiros aguardavam na fila para fazer o exame do sono.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">O exame \u00e9 oferecido tamb\u00e9m por hospitais e cl\u00ednicas privadas e at\u00e9 <a href=\"https:\/\/futurodasaude.com.br\/especial-sono-parte-2\/\">startups j\u00e1 entraram no circuito<\/a> para tentar democratizar o acesso. \u00c9 o caso da Biologix, healthtech incubada no Eretz.bio, do Einstein. A startup desenvolveu um sensor similar a um ox\u00edmetro de alta resolu\u00e7\u00e3o que permite que o paciente fa\u00e7a o teste de polissonografia em casa. O aparelho \u00e9 colocado no dedo e permite que o paciente n\u00e3o durma envolto em fios. Ele mede itens como satura\u00e7\u00e3o, movimenta\u00e7\u00e3o, ronco e frequ\u00eancia card\u00edaca e passa as informa\u00e7\u00f5es em tempo real para um aplicativo que o paciente instala em seu pr\u00f3prio smartphone. Atualmente a empresa trabalha no esquema B2B2C, ou seja, ela negocia com profissionais e cl\u00ednicas e estes oferecem o servi\u00e7o aos pacientes. A m\u00e9dia do pre\u00e7o cobrado pelos parceiros vai de R$ 200 a R$ 400, enquanto o exame tradicional pode passar de R$ 1,5 mil.<\/p>\n<h2 dir=\"ltr\">A falta de sono e o impacto no trabalho<\/h2>\n<p dir=\"ltr\">Os dist\u00farbios do sono tamb\u00e9m podem afetar a economia. Um estudo realizado pelo <a href=\"https:\/\/www.rand.org\/pubs\/research_reports\/RR1791.html#related\">RAND Corporation<\/a> (instituto norte-americano de pesquisa) analisou o comportamento nos Estados Unidos, Alemanha, Reino Unido, Jap\u00e3o e Canad\u00e1, e apontou preju\u00edzos n\u00e3o s\u00f3 para as empresas, mas tamb\u00e9m impactos econ\u00f4micos em pa\u00edses inteiros, j\u00e1 que quando dormimos mal a produtividade diminui.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Muitas empresas, dessa forma, t\u00eam colocado o cuidado dos seus trabalhadores como uma das premissas de atua\u00e7\u00e3o pelo elevado custo que a falta de sono acarreta. De acordo com a <a href=\"https:\/\/www.abrhbrasil.org.br\/cms\/beneficios-corporativos-panorama-atual-e-o-que-esta-por-vir\/\">Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Recursos Humanos<\/a> (ABRH), o mercado de benef\u00edcios corporativos deve crescer 9% no Brasil.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">O levantamento <a href=\"https:\/\/gympass.com\/pt-br\/recursos\/pesquisa\/panorama-do-bem-estar-corporativo-2024\/?utm_campaign=latam-br_b2b_work-life-wellness_1023&#038;utm_content=none&#038;utm_term=comms\">Panorama do Bem-Estar Corporativo <\/a>realizado pelo Gympass \u2013 benef\u00edcio corporativo que ultrapassou a marca de 2 milh\u00f5es de usu\u00e1rios em sua rede de mais de 50 mil parceiros no mundo \u2013 apontou que 98% dos profissionais dizem que uma boa noite de sono \u00e9 importante para o bem-estar geral. No entanto, 60% dos colaboradores afirmam que n\u00e3o conseguem ter um sono de qualidade por conta do estresse no trabalho.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">A pesquisa foi realizada com mais de 5.000 profissionais em nove pa\u00edses e trouxe informa\u00e7\u00f5es importantes sobre as demandas da for\u00e7a de trabalho em rela\u00e7\u00e3o ao bem-estar \u2013 em todas as suas oito dimens\u00f5es (f\u00edsico, emocional, social, financeiro, intelectual, espiritual, ambiental e ocupacional).<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Para Renato Basso, VP de Pessoas do Gympass, o resultado refor\u00e7a a import\u00e2ncia &#8220;de as empresas oferecerem aos colaboradores flexibilidade e apoio na jornada de bem-estar, promovendo a qualidade de vida&#8221;. Segundo ele, as pessoas que utilizam os aplicativos de sa\u00fade do sono oferecidos pelo Gympass t\u00eam relatado impactos positivos e significativos em suas rotinas. Esses aplicativos em geral s\u00e3o bem recebidos pelos usu\u00e1rios, pois oferecem solu\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas para ajudar no cuidado com a concentra\u00e7\u00e3o plena, sa\u00fade mental e sa\u00fade do sono: &#8220;Muitos profissionais de sa\u00fade reconhecem os benef\u00edcios da pr\u00e1tica da medita\u00e7\u00e3o e do mindfulness para reduzir a ansiedade e melhorar o sono&#8221;.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Ainda de acordo com a pesquisa, os participantes que perdem o sono por causa do trabalho afirmam que sentem uma piora no bem-estar emocional, na motiva\u00e7\u00e3o e na produtividade: &#8220;A priva\u00e7\u00e3o de sono, mesmo que por curtos per\u00edodos, prejudica o racioc\u00ednio, causa desgaste emocional e pode retardar rea\u00e7\u00f5es f\u00edsicas importantes para prevenir acidentes de trabalho, especialmente em ambientes de alto risco. Quando se torna um problema cr\u00f4nico, pode causar decl\u00ednio cognitivo e aumentar o risco de desenvolver doen\u00e7as card\u00edacas e obesidade&#8221;, reitera Renato Basso, VP de Pessoas do Gympas.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">A <a href=\"https:\/\/www.alice.com.br\/\">Alice<\/a>, plano de sa\u00fade empresarial que surgiu em 2019 e conta com mais de 30 mil benefici\u00e1rios, tem atuado nessa \u00e1rea tamb\u00e9m. Daniel Knupp, l\u00edder dos Times de Sa\u00fade da Alice, detalha que a sa\u00fade dos pacientes \u00e9 medida por meio do Score Magenta, um indicador de sa\u00fade individual, constru\u00eddo com base em protocolos pautados em evid\u00eancia cient\u00edfica, que d\u00e1 uma nota de 0 a 1000 de acordo com as respostas das pessoas em rela\u00e7\u00e3o a h\u00e1bitos de sono, exerc\u00edcios e alimenta\u00e7\u00e3o, por exemplo.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Analisando o Score Magenta de pessoas h\u00e1 um ano sendo cuidadas pela Alice, observou-se uma melhora global na sa\u00fade. Um dos pilares em que houve melhora foi no sono: 50% dos membros indicaram esse resultado em seus dados. &#8220;Estamos reconstruindo o sistema de sa\u00fade no Brasil por meio de uma mudan\u00e7a cultural na sa\u00fade suplementar com aten\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria, coordena\u00e7\u00e3o de cuidado, tecnologia e modelo de pagamento baseado em valor. Um time mais saud\u00e1vel \u00e9 muito melhor para o dia a dia e para os resultados de qualquer empresa&#8221;, conclui.<\/p>\n<h2 dir=\"ltr\">Ind\u00fastria do sono: um mercado promissor<\/h2>\n<p dir=\"ltr\">De fato, o mercado deu asas \u00e0 &#8220;sleeptech&#8221;, uma ind\u00fastria multimilion\u00e1ria com uma bateria de possibilidades tecnol\u00f3gicas que v\u00e3o desde &#8220;gadgets&#8221; ou &#8220;wearables&#8221;, que permitem realizar pequenos estudos do sono no pulso; at\u00e9 l\u00e2mpadas relaxantes, alarmes inteligentes ou fones de ouvido com ru\u00eddo branco para dormir melhor. An\u00e9is ou bandanas, pijamas infravermelhos para aliviar doen\u00e7as musculares ou colch\u00f5es inteligentes s\u00e3o adicionados a uma longa lista. <\/p>\n<p dir=\"ltr\">O impacto \u00e9 enorme e um estudo da <a href=\"https:\/\/www.arizton.com\/market-reports\/sleep-market-size-analysis\">Arizton Advisory &#038; Intelligence<\/a> mostra que o mercado do sono atingir\u00e1 US$ 137,16 bilh\u00f5es at\u00e9 2026. Al\u00e9m disso, o poder do setor \u00e9 exemplificado por casos como o da <a href=\"https:\/\/supermooncapital.com\/\">Supermoon Capital<\/a>, a primeira empresa de capital de risco a criar um fundo para o setor do sono.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">O que tamb\u00e9m tem avan\u00e7ado s\u00e3o os testes gen\u00e9ticos. O <a href=\"https:\/\/meudna.com\/\">meuDNA<\/a>, um bra\u00e7o do grupo Mendelics que surgiu em 2019, realiza a an\u00e1lise e avalia diversas variantes gen\u00e9ticas presentes no DNA de uma pessoa que, juntas, influenciam a maioria das nossas caracter\u00edsticas, incluindo as relacionadas ao nosso padr\u00e3o de sono. David Schlesinger, geneticista e CEO do meuDNA, explica que \u00e9 poss\u00edvel estimar com base no perfil gen\u00e9tico de algu\u00e9m suas chances de ter ins\u00f4nia, de ser noturno ou matutino, de dormir mais ou menos horas, de tirar um cochilo: <\/p>\n<p dir=\"ltr\">&#8220;De acordo com os fatores gen\u00e9ticos, a pessoa pode ter uma baixa chance de ter ins\u00f4nia, mas devido aos fatores ambientais e de estilo de vida, apresentar essa condi\u00e7\u00e3o.&#8221;<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Segundo o geneticista, no DNA est\u00e3o guardadas as informa\u00e7\u00f5es gen\u00e9ticas que funcionam como instru\u00e7\u00f5es para a forma\u00e7\u00e3o de uma pessoa, definindo muitas de suas caracter\u00edsticas. &#8220;O teste gen\u00e9tico pode trazer informa\u00e7\u00f5es sobre seus tra\u00e7os f\u00edsicos, personalidade, gostos, h\u00e1bitos e tamb\u00e9m sobre a predisposi\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica para desenvolver algumas doen\u00e7as&#8221;, diz.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Na pauta do sono, s\u00e3o muitas as discuss\u00f5es em um mercado que cresce a cada dia, mas que precisa ser acompanhado pelas agendas de todos os pa\u00edses, j\u00e1 que muitas dessas tend\u00eancias e novidades n\u00e3o s\u00e3o t\u00e3o acess\u00edveis para a popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p> <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;> A popula\u00e7\u00e3o mundial est\u00e1 dormindo menos e essa n\u00e3o \u00e9 nenhuma novidade. Embora as pessoas passem, em m\u00e9dia, 25 anos dormindo,\u2026<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":484,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"googlesitekit_rrm_CAowi_PaCw:productID":"","footnotes":""},"categories":[49],"tags":[],"class_list":["post-483","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-saude"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/rlemfoco.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/483","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/rlemfoco.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/rlemfoco.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/rlemfoco.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/rlemfoco.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=483"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/rlemfoco.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/483\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/rlemfoco.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/484"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/rlemfoco.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=483"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/rlemfoco.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=483"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/rlemfoco.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=483"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}